sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Entrevista com o Professor António Cunha


Publicada originalmente no jornal "Canas de Senhorim"





No inicio do ano lectivo 2009/2010 fomos ouvir o Professor António Cunha, director do Agrupamento de Escolas de Canas de Senhorim, sobre as perspectivas que tem para o presente ano lectivo, as suas opiniões sobre a escola e outros assuntos de interesse para a Comunidade.


O ano lectivo que agora se inicia inaugura um novo formato na gestão na escola pública. Neste novo modelo o Professor António Cunha assume uma responsabilidade acrescida, por ter sido eleito, no passado mês de Maio, Director do Agrupamento de Escolas de Canas de Senhorim. Que alterações substanciais traz este novo formato de gestão face ao anterior Conselho Executivo?


Este modelo, em termos de gestão, centraliza a escola na figura do Director. Na nova gestão, o Director pode nomear (e exonerar dos respectivos cargos) Coordenadores para todas as áreas e departamentos, incluindo a Direcção Executiva, a partir da sua escolha pessoal, sem que as mesmas resultem de consensos alargados, como no anterior modelo. Isso aumenta tremendamente a sua responsabilidade pessoal em todo o funcionamento escolar, já que se as escolhas são pessoais, a responsabilidade pelas mesmas também o são.
O novo modelo pode igualmente ser um pau de 2 bicos - Como as novas formas de decisão favorecem escolhas autocráticas (que podem ser pouco democráticas), se se “distrair”, o Director pode ficar “isolado” na própria instituição que dirige, como muitas vezes acontece com os governantes nacionais. Continua a ser – sempre – essencial procurar compreender os pontos de vista dos restantes elementos da comunidade, construir decisões e projectos em conjunto e procurar, dentro do agrupamento, consensos o mais alargados possíveis.

Que expectativas tem para este novo ano escolar? Quais as metas que, enquanto Director, pretende ver cumpridas?

Uma grande meta é trazer a serenidade ao funcionamento escolar. Nos últimos anos a produção legislativa tem sido imensa, a modificação de práticas e formas de funcionamento tem trazido grande agitação, insegurança e até desconfiança dos agentes educativos e até do exterior em relação à escola. Uma grande prioridade é, pois, serenar este funcionamento e devolver o “foco” da atenção para onde ele deve estar – na relação educativa entre professores e alunos e na aprendizagem e resultados destes.

Outra prioridade, que já se iniciou, tem a ver com a execução do projecto PTE (Projecto Tecnológico para a Educação), que inclui videoprojectores e computadores em todas as salas de aula (a partir do 2ºCEB), fibra óptica, quadros interactivos, entre outros. O grande desafio é a mudança de algumas práticas para as novas tecnologias, que, quer se goste ou não, deixaram de poder ser vistas como uma miragem do futuro – elas são o presente, estão em todo o lado e não podem ser contornáveis. A escola tem de ser a primeira a enfrentar este desafio e a procurar tirar o maior partido delas.

Que papel pensa poder vir a ter o Conselho Geral no Agrupamento que lidera? Acredita que este órgão terá “escala” para funcionar como foi pensado ou, pelo contrário, estará muito dependente da “máquina” da escola? Que experiências já nos pode relatar?


Os Conselhos Gerais têm sempre um papel muito relevante – basta dizer que eles são os únicos responsáveis pelas escolhas para Director, bem como pela sua possível renomeação ou exoneração, e pelas grandes decisões relativos à vida escolar (aprovação das contas e projectos, entre outros). No entanto, sendo órgãos relativamente pequenos, podem também facilmente ser instrumentalizados e tomar decisões ou escolhas que não sejam no melhor interesse das escolas. Pessoalmente, acharia mais justo e transparente que o Director fosse eleito por toda a comunidade escolar, como acontecia antes.
Relativamente ao Conselho Geral deste agrupamento, ele ainda não está completamente formado – apenas existe o Conselho Geral Transitório, que é excelente, tem o meu maior respeito, penso que tem feito um excelente trabalho e que tem todas as condições para o continuar a fazer.

O ano transacto foi marcado por inusitada conflitualidade entre os professores e o Ministério da Educação, por questões relativas à avaliação e ao estatuto da carreira docente. Como acompanhou esta situação? Sentiu perturbações no normal desenvolvimento das actividades pedagógicas?


Era impossível não sentir essa perturbação… essa conflitualidade tornou-se latente, acompanhou a acção educativa e aumentou a crispação nas pessoas enquanto pessoas e enquanto professores. Muitas vezes acredito que essa crispação tenha resvalado para as casas e vida particular dos professores, ingerindo-se, involuntariamente, decerto, na sua própria vida pessoal. Uma lamentável evidência deste fenómeno foi o suicídio de um colega há poucas semanas, que deixou uma carta escrita onde relatou a sua experiencia sufocante de todo este processo, pedindo desculpa à família e aos amigos por não aguentar mais tal pressão. A Gestão duma escola/agrupamento, que por si já é um processo com grandes dificuldades, num ambiente destes, como se pode imaginar, fica bem mais complicada…
O nosso agrupamento passou um pouco ao lado deste processo mais dramático – como nenhum professor solicitou avaliação cientifico-pedagógica (isto é, aulas assistidas), a crispação foi bastante menor e praticamente inexistente (Não conheço mesmo nenhuma escola das imediações onde Todos os professores tenham recusado tal avaliação!!). Consequentemente, também ninguém teve mais de BOM (as aulas assistidas eram um pré-requisito para o Muito Bom ou Excelente) – o que também gera injustiças porque grande parte dos professores deste agrupamento são mesmo Muito Bons e Excelentes, não ficando atrás daqueles que levaram estas menções noutras escolas. Um dos padrões de verificação de tal afirmação são os próprios resultados dos exames nacionais, onde a nossa escola, teimosamente, costuma ficar nos primeiros lugares.

Como educador, e não como Director do Agrupamento, que opinião lhe merecem os polémicos Estatuto do Aluno e Regime Jurídico da Avaliação dos Professores?


Curiosamente, o actual Estatuto do Aluno pouco difere do anterior, que nunca deu qualquer brado. Isto porque lhe foram introduzidos 2 ou 3 pontos muito controversos, como os telemóveis em meio escolar o novo regime de faltas. (Note-se que o que diz respeito ao novo regime de faltas é também pouco claro e a sua interpretação é díspar, razão pela qual o diploma foi depois rectificado por outro normativo que pouca luz trouxe sobre o assunto). Este regime de faltas cria a figura das “provas de recuperação”, que a generalidade das escolas sempre fez e pode favorecer ou prejudicar o aluno (face ao anterior) dependendo da postura das escolas. Pode beneficiar porque “obriga” as escolas a fazer um plano e provas de recuperação ao aluno quando este falta. Pode prejudicar porque o aluno, se “chumbar” nessas provas pode vir a ser excluído da frequência escolar. Penso que as escolas, duma forma geral, procuram sempre ajudar o aluno.
Em relação à avaliação dos professores, a resposta não é fácil e a minha opinião como educador não difere da opinião de director. Criou-se, com esta discussão nacional, a ideia que os professores até aqui não eram avaliados, o que é errado, já que os professores tinham de frequentar acções de formação, obter créditos e cumprir uma série de pré-requisitos de avaliação – sem os quais não poderiam progredir.
No entanto, o novo modelo nada a tem a ver com o anterior (ao contrário do estatuto do aluno). É excessivamente burocrático e simplesmente impossível de pôr em prática. A carga burocrática, os papeis, grelhas e relatórios é de tal forma grande que sufoca tudo o resto, em termos de tempo e trabalho, tornando a avaliação na acção principal da escola e do professor quando a principal acção deve ser claramente a relação educativa professor - aluno. E este modelo foi lançado num clima de contestação, controvérsia e desconfiança, o que o matou à cabeça. Ora não se pode avaliar em clima de desconfiança – se avaliadores e avaliados não acreditarem e aceitarem os resultados, a avaliação será sempre reclamada e não será aceite. E se não for aceite, para que serve então? E é pena, porque este modelo tinha também uma ou outra virtude que permitiam enriquecer o anterior modelo, tornando-o mais completo e rigoroso.


Os próximos anos trazem um novo desafio para o Agrupamento de Escolas que dirige: o projecto do novo Centro Escolar. Neste momento há grandes incertezas sobre este assunto (financiamento e terrenos para a edificação). O que pode dizer à Comunidade sobre o projecto? O novo Centro escolar será uma realidade nos 4 anos do seu mandato? Já tem localização?


Essa questão terá de ser colocada à entidade responsável pelo projecto – a Câmara Municipal de Nelas


Acha que o concelho de Nelas tem alunos que justifiquem 3 centros escolares (Nelas, Canas e Senhorim)?

Acho que Canas precisa e muito rapidamente deste Centro Escolar, dotado de condições humanas e materiais (salas de aula, Biblioteca, refeitório, espaço para aulas de desporto, espaços exteriores, entre outros). Estamos (felizmente) a “rebentar” pelas costuras em termos de alunos – Só o freguesia de Canas tem mais de 150 alunos. No presente ano funciona, inclusive, uma turma de 1º ano nas instalações do Jardim de Infância Girassol, numa pronta disponibilidade que desde já se agradece ao Sr. Pare Nuno e restante direcção do Centro Paroquial. No entanto, esta solução não é a melhor em termos futuros e isola bastante os alunos relativamente aos seus pares, pelo que tal Centro Escolar é mesmo importante.
Sobre os outros 2 Centros penso que não me devo pronunciar, até porque não conheço bem a realidade escolar relativo aos mesmos e nem sequer o número de alunos.

Ao nível dos equipamentos escolares onde verifica, no Agrupamento (que reúne os jardins de infância, escolas do 1º ciclo, ensino básico e secundário) existirem as maiores carências?


Obviamente nas escolas de JI e 1º CEB, cuja responsabilidade material é das autarquias. Esse é praticamente um cenário nacional. Embora tenha havido um esforço recente de apetrechamento (e de embelezamento escolar, com pintura e arranjo dos espaços) por parte da autarquia e da nova equipa que a tem dirigido, esse esforço não consegue facilmente vencer um passado de isolamento e de dificuldades dessas mesmas escolas. Uma das grandes virtudes do novo Centro Escolar é equiparar as escolas destes níveis de ensino, de forma que aquelas deixem de ser o parente pobre, em termos materiais.

Nos últimos anos tem-se assistido a uma redução de alunos nas escolas, fruto do “Inverno” demográfico que estamos a viver. Ao que julgo saber, no presente ano lectivo teremos apenas 2 turmas de 5º ano, 2º Ciclo. Como vê a evolução futura do agrupamento, das suas infra-estruturas e também da profissão de Professor em face deste trajecto das matrículas no agrupamento?


Esse cenário vê-se com muita apreensão. O número de alunos do 5º ano condiciona completamente o futuro de uma escola de 3ºCiclo / Secundária. E actualmente a dimensão é uma condição de sobrevivência – é preciso ter dimensão para sobreviver. Daí esta escola fazer um esforço tremendo ao nível dos cursos CEF, Profissionais e Nocturnos, para conseguir ter dimensão. E a verdade é que tem resultado – anualmente a nossa escola / agrupamento, com os seus cursos, cativa e recebe alunos de todo o concelho e até de outros concelhos, com muitos alunos de Carregal do Sal e suas terras (Cabanas de Viriato, Oliveirinha, Oliveira do Conde, Azenha, Currelos). No presente ano, na entrega de diplomas aos alunos que concluíram o 12º Curso Profissional de Informática (em Setembro/09) mais de 30% dos alunos eram de fora.

Outro dos temas polémicos dos últimos anos foi os rankings das escolas, baseados nas classificações obtidas pelos alunos no Ensino Secundário. Na escola de Canas oscilámos de uma classificação muito boa nos primeiros anos para uma não tão conseguida nos últimos 2 anos lectivos. Qual a sua opinião sobre os rankings? Entende que de alguma forma os rankings tornaram as escolas mais “briosas” na forma como preparam os alunos para os exames nacionais? Vê a competição entre as escolas como algo de positivo?


Os rankings devem ser lidos de várias formas. Por exemplo, não é correcto comparar rankings de escolas publicas com escolas particulares, sem dizer que nestas as regras são feitas pela escola (e um aluno que tire maus resultados, isto é, que não se identifique com a “missão” do colégio, pode ser de imediato expulso), o nível sócio-económico, as expectativas escolares e as propinas são elevados, enfim… Nessas condições, embora acredite que esses colégios realizam um bom trabalho, não tenho quaisquer duvidas que estaríamos também no topo.
Em relação à nossa escola, durante cinco anos fomos, consecutivamente (!) a primeira escola secundária a nível distrital, em termos de resultados. A questão não é porque perdemos este 1º lugar (que é o mais natural) mas sim como o conseguimos manter tantos anos. De qualquer forma, mesmo nestes últimos anos, não ficámos tão mal assim – não ficámos foi em 1º. Tal como no presente ano, em que, consoante os jornais e o tipo de rankings, ficámos no 3º ou 4º lugar. E estes resultados, para uma escola pobre e periférica como a nossa, mostra acima de tudo bastante trabalho de professores e naturalmente de alunos que são quem, em ultima instância, consegue esses resultados.


De que forma as classificações nos rankings condicionaram ou irão condicionar a sua gestão do Agrupamento, nomeadamente no Secundário?


Não condicionam nem são arma de arremesso interno. Sempre houve uma ideia muito clara da exigência das turmas de nível secundário e dos professores que conseguem responder a essa exigência. Por exemplo, nenhuma disciplina de nível secundário fica por atribuir para professores de contratação posterior ao inicio das aulas, sempre que tal é possível.

Outra situação que preocupa os encarregados de educação é a violência nas escolas. Como tem lidado com o problema no Agrupamento, nomeadamente na EB 2,3/S Eng.º Dionísio Augusto Cunha? Tem tido situações relevantes/fora do controlo? Parecem-lhe necessárias alterações legais sobre esta matéria?


A questão da violência é preocupante – não a violência de gangs, de pistolas ou facas porque essa felizmente não a temos cá. Mas temos, à semelhança da generalidade das escolas, um problema muito preocupante: o não acatamento de regras. Os alunos não sabem obedecer, não estão habituados a obedecer. E esses sinais são visíveis nas escolas, como nas ruas ou no interior das casas, nas famílias. As crianças não são habituadas a cumprir regras, a ser contrariadas, o que é mau, primeiro para os educadores mas mais tarde para elas. Porque ficam com a ideia errada que a vida é fácil, que as coisas são fáceis de conseguir, que as regras não existem para eles mas apenas para os outros. E muitos pais debatem connosco (direcção) a agonia de ter filhos que não lhes obedecem e os afrontam, às vezes com violência.
Por outro lado, no tempo dos “cotas”, que é o tempo dos “jovens velhos”, víamos a Heidi, o Marco Polo, o Mickey e o Pateta, o Popeye, o Speedy Gonzalez, etc, que, sem serem uma pasmaceira aboluta, eram divertidos e incutiam até alguns valores. E brincávamos ao berlinde, ao pião, à corda. Actualmente os desenhos animados e jogos que entretêm as crianças são agressivos, cheios de tiros e pancadaria… E as crianças naturalmente brincam com aquilo que resulta da sua imaginação, que por sua vez é preenchida com esses jogos. Por isso, é normal ver uma criança a brincar com outra a arrumar-lhe com um pau ou um chapéu de chuva ou até à pedrada. Esta é violência de contexto escolar – nada que não sejamos nós mesmos a produzir para eles, em animadas séries televisivas.

Por último, e agradecendo a entrevista, e dado o importante papel que tem na nossa comunidade devido às funções que ocupa, queria pedir-lhe que deixasse uma mensagem aos leitores do Jornal “Canas de Senhorim”


Queria em primeiro lugar dar essa mensagem de felicitações ao jornal de Canas – que se tem constituído como um dos principais ou mesmo o principal veículo de informação de Canas, das suas gentes, dos seus méritos, das noticias que por cá acontecem. As pessoas que o lêem somos todos nós – professores, pais, funcionários (todos educadores) e alunos. E para todos nós o que eu desejo sinceramente é o melhor para Canas, no sentido de ser capaz de crescer com harmonia e equilíbrio, com qualidade de vida das pessoas (algumas obras recentes como a “simples”construção de passeios são sinais muito positivos) criar empregos, atrair pessoas para morar, de forma a manter dimensão- até porque a escola, por consequência, precisa dessa dimensão para sobreviver. E, a titulo pessoal, que possamos ser felizes, cada um à sua maneira.

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

A CRONICA VINDA DE BRUXELAS



Hoje proponho-vos falar das diferenças entre os portugueses e os "estrangeiros" nomeadamente os do norte desta Europa, ou seja aqueles que são "ricos e disciplinados".
É sabido que quando alguma coisa vai mal lá nós ouvimos que no estrangeiro é que é bom, que nós somos uns selvagens, que não temos educação e que lá fora as coisas não se passam assim etc,etc.
Ao longo das duas décadas que por aqui me encontro tive tempo suficiente para observar e comparar os comportamentos e atitudes "desta gente". Constato que na base, ou seja a pessoa ela própria não é fundamentalmente diferente do comum dos portugueses e se ela é mais educada, honesta, correcta deve-se exclusivamente ao sistema de governação assim o impor. É que sem duvida o que por aqui há muito mais são regras e interditos.

Lembram-se que ainda há poucos anos desde que se falava em acidentes rodoviários directamente atribuíamos as culpas ao condutor português que conduz como um louco sempre em excesso de velocidade e totalmente irresponsável………Ora por esta altura não deveria haver país na Europa onde tão devagar se andasse ou melhor onde ir de um ponto a outro demorasse tanto tempo como no nosso país. Por outro lado o nosso parque automóvel era (e é ainda) constituído maioritariamente por pequenos veículos familiares em que as velocidades são relativas.
Por essa mesma altura e a título de exemplo, todos nós, os que estamos cá fora, sabíamos que os poucos kms que iríamos fazer após a passagem da fronteira portuguesa eram os mais perigosos. Todos nós tínhamos atravessado a Europa durante 2 dias fazendo médias de 140 a 150km/h e desde que entravamos no nosso País….os 150km desciam para metade e por vezes ainda eram demasiado.
A situação hoje, é bastante diferente e posso dizer que a nossa rede de auto estradas pouco tem a invejar ás dos outros países europeus e evidentemente à medida que a rede foi crescendo os acidentes (e as vitimas) foram diminuindo.

Parece-me que o problema genético que tínhamos de sermos maus condutores melhorou bastante embora ainda não esteja totalmente erradicado, faltam as nacionais (bermas sujas, ausência de sinalização, ausência de linhas continuas (descontinuas), etc.).

Quanto aos "estrangeiros" também eles partiram em cruzada contra a velocidade que também ela fazia, (e faz ainda), muitas vítimas por estes lados. A solução foi a instalação de radares fixos um pouco por todo o lado (milhares de radares) instalados progressivamente com um pagamento que no caso de não ser feito tem sempre consequências graves. Em pouco tempo as velocidades desceram vertiginosamente e hoje poucos são os que conduzem a mais de 130km/h . Isto para não vos falar do preço das multas (que podem atingir facilmente mais de 500€) nem das consequências (carta apreendida e mesmo prisão). Outras medidas foram tomadas como a criação de bandas sonoras "gigantes" (montanhas em relação ás nossas) e diminuição do tamanho das faixas de rodagem.
Outro ponto importante é que por aqui o respeito da vida privada não é o mesmo que em Portugal, os dados são cruzados desde sempre, as contas bancárias são vistas, a simples aquisição de um bem pode dar origem a um inquérito.
As pessoas que trabalham por conta própria, comerciantes e afins vêem as suas contabilidades fiscalizadas todos os anos sem excepção.
As próprias forças da ordem (policia) têm comportamentos muito mais duros que aqueles que estamos habituados. Se um controle de identidade se faz isso implica que a pessoa é revistada, em plena rua, contra uma parede e se há necessidade de a levar à esquadra será algemada. Isto é algo que pode acontecer a qualquer cidadão.
As próprias ruas, estradas, auto estradas estão em permanente observação através de câmaras a tal ponto que facilmente podem acompanhar o percurso de alguém desde que este sai de sua casa.

Os aspectos referidos, e outros mais, não chocam as gentes daqui. Se por um lado as democracias destes países são muito mais velhas que a nossa por outro o conceito de liberdade foi-se perdendo resumindo-se hoje à liberdade de expressão. O facto dos Estados serem altamente protectores da sua população faz também que esta "ausência" de liberdade seja aceite sem grandes problemas.

No que respeita à política local de maneira nenhuma julguem que por aqui as coisas são diferentes. Desenganem-se a nível local é a politica dos favores, sim dos blocos, dos muros, dos passeios, do alcatrão, das licenças para os cafés, das autorizações de construção, dos empregos para os familiares, das atribuições de concursos públicos aos conhecidos e amigos…………na realidade, e nesse sentido, somos todos EUROPEUS e extremamente idênticos no seu comportamento.

Joe Rivera






O doce que vos prometi


Pois foi.
Na manhã gelada do dia doze de Novembro de mil novecentos e quarenta e dois, a minha mãe, Filomena de Almeida que Deus lá tenha em bom descanso, deu à luz um rapazito do qual não se sabe quanto pesava nem quanto media.
Sabe-se que fisicamente não era grande coisa, mas que tinha maus fígados lá isso tinha, pois berrava que nem um capado e nem a mama da vizinha o calava. Não sei se sabem que antigamente as mães nos primeiros dois dias após parto não amamentavam os filhos; não me perguntem porquê, pois não sei; mas havia sempre uma vizinha que andava a amamentar um filho nascido uns meses antes e repartia o seu leite com a criança acabada de nascer.
Como devem já ter adivinhado o nengaro que acabara de nascer era eu.
Segundo o que me contava a minha mãe, até aos seis meses de idade apesar de ser-mos muito pobres e não haver dinheiro para suplementos alimentares lá me fui desenvolvendo mais ou menos normalmente.
Parece que a partir do sétimo mês de vida me tornei num enxalme. Devo ter comido qualquer coisa que não devia e adoeci gravemente dos intestinos.
Andei durante muitos meses no médico do partido lá da minha terra, mas as melhoras eram nenhumas; se dois dias estava para o lado de cá, quatro estava para o lado de lá. Já nessa altura era teimoso como um burro, a carroça negra bem passava mas eu é que não tirava o bilhete.
Assim andei, morre não morre, até que pelas vindimas de mil novecentos e quarenta e quatro o meu Tio-Avô Bernardino, mais conhecido pelo Tio Marranica por ter uma doença na coluna que fazia dele quase um ponto de interrogação, num dia que eu estava mais para lá, pegou num caco de vinho mosto e disse:
- Por alma de seiscentos pipos rapaz, se morreres morres consolado; e ferrou-me com dois cacos de vinho mosto no bucho e uma senhora bebedeira que me pôs a dormir o resto desse dia e a noite que se lhe seguiu.
Contou-me a minha mãe que foi remédio santo, daí a oito dias foi-se a doença dos intestinos, passei a comer trapos e farrapos e a crescer a olhos vistos; conforme crescia o corpo também crescia a malandrice..
Em Maio de mil novecentos e quarenta e seis estou nas Minas da Urgeiriça, em quarenta e nove vou para a Escola da Feira onde fico famoso no jogo da carolada e por ser o aluno mais calão da escola. Nunca fazia os trabalhos de casa e os meus cadernos eram dignos de se verem; borrão sim, borrão sim.
Eu era a dor de cabeça do Pau Preto (professor Cunha) e o Pau Preto era o meu
benfeitor, logo de manhã aplicava-me meia dúzia de palmatoadas para me aquecer as mãos e à tarde mais meia dúzia para ir para casa bem quentinho.
Fiz a quarta classe com distinção, sim com distinção, não é por me gabar, mas eu tinha e tenho cá uma mioleira de fazer inveja a alguns rapazinhos que se dizem inteligentes. Como ia dizendo fiz a quarta classe e ganhei uma bolsa para ir para o ensino secundário. Lá fui eu para o Colégio Grão – Vasco de Nelas onde durante um ano lectivo fui o quebra-cabeças dos meus colegas e dos meus professores.
Os anos foram passando, a idade e a dureza da vida foram corrigido alguns dos meus defeitos e acentuando outros, o gosto da leitura herdado da banda desenhada fez de mim um homem interessado no mundo e nas pessoas, deu-me algum gosto pela música e pelas artes.
Pois cá estou hoje no meu sexagésimo sétimo aniversário, casado há quarenta anos com a mulher mais linda do mundo, pai de dois filhos que me orgulham e avô de uma menininha pequenina, Ana Carolina de sua graça que me enche de felicidade.
Fazendo a retrospectiva da minha vida, do bom e do mau que passei,
se tivesse a possibilidade de escolher entre a vida que vivi e outra, podem ter a certeza que não escolheria outra.
Parafraseando o titulo de um livro desse grande poeta e grande Senhor das letras chilenas (assassinado pelos esbirros de Pinoché ) PABLO DE NERUDA, CONFESSO QUE VIVI.
Gostaria muito de vos convidar a todos para beberem um copo comigo e comer umas castanhas, como isso não é possível deixo-vos este doce, espero que gostem.
Um abraço deste vosso amigo sempre ao dispor.

Francisco de Almeida Cardoso

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

B.C.C.


...é a vida!!

Mais uma demissão no Sporting...


Obrigado Amef

Ponto de Situação


Futuro Parque Temático com linha artificial de água, anfiteatro, corredor pedonal, zona de lazer etc...

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

Plagi...ando


Ex-combatente que não se revê neste tipo de "reconhecimento"
Os combatentes das Guerras do Ultramar (guerra na Guiné, Angola e Moçambique) não precisam de "monumentos" deste género! Guerras inúteis, ainda por cima, das quais resultou o sacrifício das gerações nascidas em 40 e 50, mas que, paradoxalmente, acabaram por estar na génese do 25A, que restituiu as liberdades democráticas ao povo português, depois de meio século de ditadura, das quais, pelos vistos ainda há saudosistas!...Foi a mais longa ditadura de todos os países europeus, é bom não esquecê-lo! Mais do que "menires", os antigos combatentes precisam em 1º lugar: de reconhecimento público dos poderes instituídos. Esse reconhecimento deveria passar, não pelos silêncios oficiais, mesmo no ensino quase não se fala das guerras do ultramar, mas pelo debate nacional e local, como medida até profilática da Guerra. Os antigos combatentes deveriam "sentir" que o seu esforço não foi em vão! As gerações mais novas têm de saber que houve centenas de milhares de portugueses que morreram nessa Guerras, bem como centenas de milhar de estropiados...Mas há muito coisas impossíveis de contabilizar; quantos sonhos de jovens na flor da idade foram desfeitos com estas guerras inúteis?..
Em vez de um verdadeiro reconhecimento, o que é que se assiste?
Ao nível do poder central vimos que há forças políticas a tentaram usar o nome dos antigos combatentes com falsas promessas ou com o pagamento de pensões pouco mais do que simbólicas! Pensões que ainda por cima são só para alguns!?... Vítimas dessas guerras são, por ex, os que sofrem do stress pós traumático, que nem sequer têm acesso livre a serviços médicos!?..
Como se não bastasse todo este ultraje, ainda temos de "levar" com estas pseudo homenagens dos políticos locais que, de vez em quando, resolver servir-se dos "antigos combatentes" para a prossecução das suas ambições pessoais! Qual gato escondido com rabo de fora!!!..Isto é revoltante! Basta de caciquismo...
Comentario anónimo retirado do seguinte espaço:

Informação


segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Comentário da Semana


Vivam. Não posso deixar de comentar aqui o resultado dos juvenis! Aquilo foi um escândalo, para não dizer um roubo. Só uma equipa merecia a vitória num jogo em que uma equipa fez um jogo modesto mas combativo. Combativo o suficiente para o ganhar, não fosse uma arbitragem insultuosa e vergonhosa. Não se admite em escalões destes pois desvirtua o desporto e engana estes jovens que ao pensarem o futebol pensam-no na sua adolescência e na sua idade própria de quem gosta de jogar á bola. Foi um esforço tenaz jogar contra este árbitro nomeado que alem de não saber certas regras eu pessoalmente tal como muitos não vimos em que é que ele se baseou para marcar dois livres fantasmas. Não teve categoria nem foi um psicólogo para estes miúdos apenas aquilo em que assistimos na tv: uma farsa. Não brinquem com os garotos, deixem jogar á bola.
Fernando Cunha

Caro Fernando. Para complementar o teu desabafo, posso dizer-te que um dos auxiliares, ainda com o resultado em 1-0, e depois de duas faltas a favor do Canas não serem marcadas, disse para mim e para diversos assistentes que estavam a meu lado: "As faltas não são todas para marcar para não prejudicar o andamento do jogo".Mas há as especiais que se marcam mesmo que não haja razão para tal e que até dão golos que constroem um resultado.Tendenciosa e incompetente, esta equipa devia por a mão na consciência e ter em atenção à forma como os jovens do GDR abandonaram o campo. Assim talvez aprendessem a ser juízes.Por fim uma palavra de solidariedade e votos de rápidas melhoras ao "Bengazito" que no dia seguinte fracturou o braço no jogo com o Penalva e aos seus dois colegas que foram vitimados, sem gravidade, no acidente sofrido pela carrinha do desportivo que os conduzia a casa no final do jogo de iniciados.
João Marques
Juvenis
GDR C Senhorim 1 - 2 Santacombadense
Golo: Patrick

Mag"UXA" 09


domingo, 8 de Novembro de 2009

...na hora.



GDR Canas de Senhorim
Escolas
GDR C Senhorim 4 - 0 Santar
Golos: Artur 3 e João Miguel

Infantis
GDR C Senhorim 16 – 0 CP Lageosa

Iniciados
GDR C Senhorim 0 – 2 Penalva Castelo

Juvenis
GDR C Senhorim 1 - 2 Santacombadense
Golo: Patrick

Seniores
GDR C Senhorim 2 – 0 Lusitano Vildemoinhos
Simão e Filipe
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Vale Madeiros e Benfica

Escolas
Mortágua 6 - 0 V Madeiros

Infantis
V Madeiros 2 – 2 Repesenses B

Seniores
V Madeiros 3 – 0 Alvite
[Taça Sócio de Mérito]
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Canas + Jovem
Seniores Femininos
Castro Daire 12 - 3 C+Jovem

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Mais noticias em:

Canas Em Peso Desportivo

Perguntas que dão que pensar...

Para variar um pouco dos temas a que estamos habituados..

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1. Como é que se escreve zero em algarismos Romanos?


2. Porque é que os Flintstones comemoravam o Natal se eles viviam numa época antes de Cristo?

3. Porque é que os filmes de batalha espaciais têm explosões tão barulhentas se o som não se propaga no vácuo?

4. Se depois do banho estamos limpos, porque é que lavamos a toalha?

5. Se Deus está em todo lugar, porque é que as pessoas olham para cima para falar com ele?

6. Se os homens são todos iguais, porque é que as mulheres escolhem tanto?

7. Porque é que a palavra 'Grande' é menor do que a palavra 'Pequeno'?

8. Porque é que 'Separado' se escreve tudo junto e 'Tudo junto' se escreve separado?

9. Se o vinho é liquido, como pode existir vinho seco?

10. Porque é que as luas dos outros planetas têm nome mas a nossa se chama só lua?

11. Por que as pessoas apertam o comando da televisão com mais força quando a pilha está fraca?

12. O instituto que emite os certificados de qualidade ISO 9002 tem qualidade certificada por quem?

13. Quando inventaram o relógio como sabiam que horas eram para poder acertá-lo?

14.Se a ciência consegue desvendar até os mistérios do DNA, porque é que ninguém descobriu ainda a fórmula da Coca-Cola?

15. Como foi que a placa 'É Proibido Pisar a Relva' foi lá colocada?

16. Porque é que quando alguém nos pede que ajudemos a procurar um objecto perdido temos a mania de perguntar: 'Onde é que perdeste?'?

17. Porque é que há pessoas que acordam os outros para perguntar se estavam a dormir?

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

Tomada de Posse

Foi no passado dia 23 de Outubro, que teve lugar no auditório do multi-usos de Nelas, a cerimónia de tomada de posse dos novos membros da Assembleia Municipal e Câmara Municipal, eleitos na sequência do sufrágio autárquico de 11 de Outubro. Sem dúvida que o grande destaque vai para a tomada de posse de Luís Pinheiro, o reeleito presidente da Junta de Canas, pelo Movimento de Restauração de Canas a concelho, que dá assim mais um importante sinal de completa pacificação das relações com o município de Nelas, pois em 2001 não chegou sequer a tomar posse. Ao nosso jornal o autarca não confirmou entretanto se irá marcar presença nas reuniões da Assembleia Municipal, dizendo-nos que esta situação “está ainda em aberto”. Tomaram ainda posse mais dois Canenses – Aires dos Santos (PS) e Alexandra Pinto (PSD/CDS-PP). Ou seja, há muito não se via uma participação Canense tão activa nos órgãos municipais. Foram assim eleitos para o órgão deliberativo do concelho, 21 deputados municipais por sufrágio directo (13 do PSD/CDS-PP ; 5 do PS ; 2 do MPT e 1 do PPM) e ainda os 9 presidentes de Junta, que têm assento por inerência neste órgão – ou seja temos um total de 30 membros da Assembleia Municipal. Apenas Eurico Amaral, eleito pelo MPT, não tomou posse.
Este órgão tem competências muito importantes, muito embora sejam muitas vezes esquecidas.
Além da fiscalização e acompanhamento permanente da actividade da Câmara Municipal, estas são algumas das suas principais funções:

Aprovar o plano de actividades e o orçamento, bem como as suas revisões;
Aprovar anualmente o relatório de actividades, o balanço e a conta de gerência;
Aprovar medidas preventivas, normas provisórias, áreas de desenvolvimento urbano prioritário e planos municipais de ordenamento do território;
Aprovar empréstimos, nos termos da lei;
Aprovar os quadros de pessoal dos diferentes serviços do município e fixar nos termos da lei, o regime jurídico e a remuneração dos seus funcionários;
Autorizar a Câmara Municipal a adquirir, alienar ou onerar bens imóveis de valor superior ao imposto pela lei;
Estabelecer taxas municipais e fixar os respectivos quantitativos;
Deliberar quanto a criação de derramas destinadas à obtenção de fundos para a execução de melhoramentos urgentes.

Após ser empossada para um segundo mandato à frente dos destinos da autarquia, Isaura Pedro fez questão de fazer um curto balanço desde que assumiu pela primeira vez a presidência da Câmara, em 2005, considerando-o um mandato “com uma orientação que se revelou correcta e eficiente”, como se verificou pelo “reforço da nossa maioria”, com o povo a responder com “sabedoria e clarividência “ a toda uma campanha movida pela coligação, sublinhando que o “partido mais votado da oposição teve menos de metade dos votos que a nossa coligação”. Ainda assim, a autarca agora reeleita fez questão de enfatizar que “respeitaremos o legítimo direito da oposição ao contraditório político, à informação e a todos os restantes direitos consignados na Constituição e na lei, mas não permitiremos que os mesmos sirvam para protelar, atrasar ou comprometer projectos que foram aprovados pelo eleitorado”. Reafirmando que, para o executivo que lidera, “as freguesias são tratadas todas por igual”, Isaura Pedro reforçou a ideia de querer continuar a colocar em prática uma política de “verdadeira cooperação e proximidade” e deixou ainda alguns recados ao governo, nomeadamente em relação à concretização de alguns projectos como “o IC12 e o IC37, que não têm passado de vãs promessas”, assim como apelou a que “o QREN finalmente se execute com a eficácia desejada para que possamos concretizar os grandes investimentos que temos planeados, como sejam, a construção dos centros escolares, o museu do vinho, a ampliação do pavilhão municipal, a melhoria da rede de águas e saneamento, a melhoria da rede viária e a construção de habitação social”. O também reeleito presidente da Assembleia Municipal, José António Pereira, que acabou por ter 23 votos favoráveis, e mantém como secretários António Liberato e Manuel dos Santos, definiu como grande objectivo para o seu mandato “a promoção da melhoria da qualidade do trabalho desta Assembleia”.

A coligação PSD/CDS-PP poderá vir a ter 4 vereadores em permanência e Canas, após vários anos, volta a ter um vereador

A primeira reunião ordinária da recém-empossada Câmara Municipal teve lugar no passado dia 27 de Outubro e serviu essencialmente para a nomeação por parte da Presidente da Câmara, Isaura Pedro, do seu vice-presidente, que a substituirá em casa de ausência ou impedimento, assim como para a atribuição dos vereadores que ficam no executivo em regime de permanência.
Ficou desde já decidido que as reuniões ordinárias da Câmara Municipal, continuarão a ser realizadas nas segundas e últimas terças-feiras de cada mês, sendo todas elas abertas ao público, mas que apenas poderá intervir na última reunião de cada mês. Isaura Pedro defendeu mesmo que todas devem ser abertas ao público pois “nada temos a esconder”. A autarca reeleita procedeu de seguida à nomeação do seu vice-presidente. A sua escolha recaiu sobre o vereador do CDS/PP, Manuel Marques. Já em relação aos vereadores que ficam no executivo em regime de permanência, a presidente da Câmara decidiu fixar 4 lugares, sendo apenas para já apenas dois deles preenchidos – Manuel Marques e Osvaldo Seixas (PSD). Os outros dois vereadores da coligação PSD/CDS-PP, poderão no curto prazo vir também a assumir pelouros e ficar assim em regime de permanência – Maria Antónia (PSD) e Jorge David Paiva (CDS/PP). Os pelouros ficam então, para já, assim distribuídos :

Isaura Pedro:
Supervisão de todos os serviços municipais
Saúde
Acção Social
Habitação
Recursos Humanos

Manuel Marques :
Assuntos jurídicos
Equipamento rural e urbano
Energia
Água e saneamento básico
Ordenamento do território e urbanismo

Osvaldo Seixas :
Património, cultura e ciência
Tempos livres e desporto
Cooperação externa e relações públicas
Educação e juventude
Defesa do consumidor
Departamento administrativo e financeiro

Os vereadores do PS, Adelino Amaral e o estreante Canense Hélder Ambrósio, votaram contra a proposta do executivo de atribuir 4 lugares na vereação em regime de permanência, tendo em declaração de voto mencionado os motivos desse sentido de voto, nomeadamente “o facto de nos parecer exagerado este número, dada a época difícil em que vivemos, devendo as instituições dar sinais de contenção”. Também em relação à delegação de diversas competências na presidente da autarquia, como está previsto na lei, os vereadores do PS votaram contra por entenderem que “está em causa uma questão de transparência, embora tenha vantagens operacionais”. Uma das áreas mais sensíveis nesta matéria, é a possibilidade da presidente da autarquia poder fazer alterações pontuais ao orçamento, sem que tenham que ser trazidas a reunião de Câmara. Osvaldo Seixas, vereador com o pelouro das finanças, deu-nos conta que seria impensável não ter estas competências delegadas, pois “teríamos que ter reuniões de Câmara com muito maior frequência, o que afectaria o normal funcionamento da autarquia e dos seus serviços”. Manuel Marques acabou entretanto por criticar a posição assumida pelos vereadores do PS, acusando mesmo Adelino Amaral de “em 2001 ter votado a favor da delegação de competências e agora parece não ter compreendido a vontade do povo”.


quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Mag"uxa" Tradicional


Estrela dos queijos

Diogo Rocha: "O Queijo da Serra é um produto que não precisa de muitas voltas para brilhar".
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Barrar um pão com Queijo da Serra a qualquer hora do dia era um gesto tão normal na infância e adolescência de Diogo Rocha como comer um pedaço de pão com manteiga. "É um produto que sempre existiu em casa dos meus pais", recorda o chefe do Paço dos Cunhas de Santar. "A minha mãe só se zangava por eu lamber a colher e voltar a -la no queijo." Hoje em dia, os hábitos de consumo mantêm-se mas as tentações são um pouco diferentes. Quando está com um ratinho, o chefe prepara uma fatia de pão com lascas de cabrito, coloca uma noz de Queijo da Serra em cima da carne e depois leva-a a gratinar. Segundo ele, é uma refeição ligeira que "funciona lindamente". Queijo da Serra aquecido acompanhado com legumes ou migas, gelado de Queijo da Serra, ananás caramelizado com Queijo da Serra ou um simples bife com o dito são pratos que constam ou já constaram nas cartas dos restaurantes da Quinta do Cabriz ou do Paço dos Cunhas de Santar, dos quais Diogo Rocha é chefe executivo. Mas as composições das receitas não são por regra complicadas. O Queijo da Serra, "por si só, já é um excelente produto". Quanto ao sabor, o chefe considera o queijo que os pequenos produtores fazem em casa melhor. Mas termos de segurança, concorda que o produzido de forma controlada tem mais qualidade. Quem não se quer arriscar a comprar gato por lebre, o melhor é optar por um produto DOP, desde que acompanhado pelo rótulo de certificação oficial e pelo numero de identificação do produtor (informação fixada na parte de baixo do queijo). A receita não será a mesma que Columela, oficial do exército romano, descreveu há quase 2000 anos no primeiro grande tratado de agricultura conhecido. Mas é seguramente um dos mais antigos e melhores queijos do mundo.
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Texto colocado originalmente em: http://chefdiogorocha.blogspot.com/
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In "Revista Única (Expresso), 31/10/2009, por Teresa Resende"

Levantamentos nas caixas ATM vão custar 1,5€

Raios os Partam ...
Os bancos preparam-se para nos cobrarem 1,50 Eur por cada levantamento nas caixas ATM. Isto é, de cada vez que levantar o seu dinheiro com o seu cartão, o banco vai almoçar à sua conta. Este 'imposto' (é mesmo uma imposição, e unilateral) aumenta exponencialmente os lucros dos bancos, que continuam a subir na razão directa da perda de poder de compra dos Portugueses.
Este é um assunto que interessa a todos os que não são banqueiros e não têm pais ricos.
Quem não estiver de acordo e quiser protestar, assine a petição e reencaminhe a mensagem para o maior número de pessoas conhecidas. http://www.petitiononline.com/bancatms/ <http://www.petitiononline.com/bancatms/>

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

7 Maravilhas - Final


Chegou ao fim a “odisseia” das7 Maravilhas. Os leitores do Canas em Peso votaram naquelas que no seu entender merecem destaque pela sua beleza e história. Aqui fica o resultado final.

Ribeiro do Brejo – P. Stº António 161 (40%)
Hotel Urgeiriça - Urgeiriça 106 (26%)
Carnaval - C. Senhorim 104 (25%)
Igreja Matriz – C. Senhorim 86 (21%)
Solar Abreu Madeira – C. Senhorim 75 (18%)
Feira Medieval - C. Senhorim 73 (18%)
R. Arq. Keil do Amaral – C. Senhorim 63 (15%)

Pelourinho– C. Senhorim 46 (11%)
Balneário Termal – C. Felgueira 42 (10%)
Cruzeiro– C. Senhorim 37 (9%)
Igreja de Stº António – P. Stº António 36 (8%)
Grande Hotel –C. Felgueira 35 (8%)
Orca das Pramelas – C. Senhorim 34 (8%)
Capela de Santa Barbara -Urgeiriça 31 (7%)
Penedo da Penha – V. de Madeiros 31 (7%)
Casa da Quinta - Urgeiriça 26 (6%)
Capela de S. Sebastião – C. Senhorim 24 (5%)
Cascata da Pantanha – C. da Felgueira 22 (5%)
Solar dos Pinas – L. do Lobo 20 (4%)
Capela de S. Nicolau – V. de Madeiros 16 (3%)
Mon. 800 Anos de Foral [Largo 2 Agosto]– C. Senhorim 15 (3%)
Mon. 800 Anos de Foral [Jardim Piscina]– C. Senhorim 15 (3%)
Mercado – C. Senhorim 15 (3%)
Pelourinho - Aguieira 12 (2%)
Casa da Raposeira – C. Senhorim 12 (2%)
Igreja do Bom Sucesso – C. Felgueira, 10 (2%)
Igreja de Stª Catarina – L. do Lobo 10 (2%)
Total de Votos: 401

sábado, 31 de Outubro de 2009

VAMOS LÀ VOTAR NOS "XUTOS"

Vamos todos votar nos Xutos que estão nomeados para a categoria de

MELHOR ARTISTA EUROPEU.

Vota aqui http://ema.mtv.pt/vota

Vamos fazer dos Xutos a melhor banda europeia 2009

sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Pelo chão de Outono

Passeio Amarelo Silvestre pelos Sabores e Segredos da Terra e das Plantas


Caminhemos pelos caminhos de Outono; recolhamos esta e aquela planta; falemos das suas mais variadas possibilidades de utilização (terapêuticas, culinárias e mais e mais); elaboremos um herbário com as recolhas; façamos a ponte entre o popular e o científico; cozinhemos um almoço com o que a Natureza nos ofereceu; troquemos vivências e sorrisos
no próximo dia 31 de Outubro (sábado)
em Canas de Senhorim
entre as 10h00 e as 15h00
(início da recolha às 10h00; confecção e almoço entre as 12h00 e as 14h00; classificação botânica e explicação científica entre as 14h00 e as 15h00)
orientação de Lia Alvadia e de Cláudia Santos, entusiastas e conhecedoras das virtudes da Terra e das Plantas
participação limitada a 12 pessoas
prazo de inscrição: 29 de Outubro
preço por pessoa (com almoço e suporte de herbário incluídos):
10 euros (pagamentos até 27 de Outubro)
15 euros (pagamentos entre 28 e 29 de Outubro)
preço para famílias com 3 ou mais pessoas:
7 euros por pessoa (pagamentos até 27 de Outubro)
12 euros por pessoa (pagamentos entre 28 e 29 de Outubro)
inscrições através do 937 646 484; ou de amarelosilvestre@gmail.com
pagamento por transferência bancária, através
do NIB 0045 3081 40230082386 77 (Titular: Amarelo Silvestre – Associação Cultural; Banco: Crédito Agrícola), ou pessoalmente (a combinar)
o pagamento valida a inscrição na oficina; se, no dia 30 de Outubro, houver inscrições por validar, serão contactadas as pessoas inscritas em lista de espera
não haverá reembolso em caso de desistência
organização Amarelo Silvestre, associação cultural (e de partilha de saberes, de vivências, de emoções e de sabores), com sede em Canas de Senhorim e com várias raízes
Apoio: As Casas do Visconde



revista de arte e crítica de viseu - http://aveazul.blogspot.com/

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

3 Faces, a mesma luta.

Numa cerimónia simples e singela mas carregada de simbolismo e alguma emoção foi inaugurado o Monumento que vai perpetuar os Combatentes Canenses na Guerra do Ultramar.

A CRONICA VINDA DE ………..BRUXELAS


Fui, há alguns anos atrás, um defensor da privatização dos serviços públicos. Acreditava que com uma maior concorrência os utentes sairiam beneficiados quer ao nível da qualidade dos serviços prestados quer ao nível do custo dos mesmos.
Neste momento os governos (ou as administrações) da U.E. já privatizaram a maioria dos sectores, transportes, telecomunicações, correios, energia, bancos, etc. O resultado é extremamente negativo e o lesado é, uma vez mais, o utente. Em certos sectores, talvez os mais importantes (energia, telecomunicações), passámos mesmo de uma empresa estatal por país a dois três grupos privados que controlam toda a Europa nestas matérias.

Esta política ultra-liberal tem como primeiro grande defeito, ser baseada exclusivamente no lucro. Por um lado perdemos a qualidade dos serviços que possuíamos (mesmo se haveria coisas a mudar) e por outro lado os trabalhadores destas "novas empresas" passaram a ser mais mal pagos e com condições de trabalho "deploráveis" em relação aos das administrações/empresas públicas.
Ah!!! Já me esquecia de referir que os "gestores" pelo contrário viram as suas remunerações e privilégios multiplicados (muitas vezes).
A corrupção, os jogos de interesse encontraram aqui um caminho fértil.

Mas observemos o que por aqui (Bélgica) se passa a nível municipal.
Na realidade as administrações das câmaras municipais passaram a ser simples gestoras de concursos para atribuições de mercados públicos o que, sobretudo em meios pequenos, deixa muitas dúvidas quanto aos critérios de selecção.
Vejamos particularmente o sector de recolha de lixo. Há já mais de 15 anos que, à excepção, dos grandes centros urbanos todos os municípios privatizaram o sector o que equivale a dizer que deixaram de ter o material e o pessoal necessário para o fazerem. Em contrapartida novas empresas foram criadas afim de obterem estes "novos" mercados.
Várias consequências imediatas surgiram. A primeira foi que passámos de uma recolha de 2 a 3 vezes por semana a somente uma, a segunda foi a obrigatoriedade de separar o lixo e evidentemente pagar mais, bastante mais, por um serviço inferior. A titulo de exemplo: lixo diverso não separado 1.65€/saco (menos de 100l), garrafas plásticas e tetra packs 0.65€/saco, restos de legumes e jardins 0.50€/saco (50l.). Taxa anual sobre a recolha de lixo suprimida ou melhor substituída por uma outra mais elevada "preservação do meio ambiente". Para alem dos inconvenientes resultantes da armazenagem de lixo durante 1 semana o custo para uma família tipo (4 pessoas) eleva-se a 15€ por mês como mínimo. A partir daqui podemos já calcular os montantes elevados que esta actividade envolve.
Certos leitores, naturalmente pensam que a separação do lixo é útil e necessária, também eu estou inteiramente de acordo mas à condição de não sermos só nós a fazermos os esforços nesse sentido. O que se vive no presente momento é o oposto àquilo que nos pedem. Um exemplo flagrante desta politica foi a supressão dos sacos plásticos gratuitos nos supermercados. Chegamos a um ponto em que mesmo os legumes são embalados, plastificados, blindados (diria), em que após comprar duas pilhas nos temos que debater com uma embalagem em plástico duro que precisamos de uma tesoura (e boa) para as podermos utilizar, todos os refrigerantes são plastificados, enfim cada fabricante, produtor, vendedor faz o que lhe apetece. Já ouviram falar de uniformização de embalagens e dos materiais que as compõem? Estou certo que não, não interessa.

Mas voltando ao assunto das recolhas de lixo camarárias, e para terminar, lembro ainda o caso italiano onde as somas envolvidas são de tal maneira importantes que a máfia controla todo o sector. Empresas fantasmas são criados para o "tratamento de lixo" e inclusive tóxico, químico, radioactivo, etc. Depois é só comprar terrenos fazer um grande buraco e enterrar tudo.
Os lucros deste tipo de actividade por parte das organizações mafiosas representam a sua primeira fonte de rendimento tendo já ultrapassado os ganhos relativos ao tráfico de droga e contrabando de tabaco.

Por todas estas razoes, mudei de opinião, e hoje defendo sem hesitação uma função publica forte, autónoma e ao serviço da população.

Joe Rivera

Brasões em Brasa


O melhor das autárquicas...

e tanta gente a passar fome...
e tanta gente a receber o rendimento de inserção social sem precisar...

Prémio "Diga bom dia com Mokambo"

Prémio "Suspense"

Prémio "Sem Espinhas" I:


Prémio "Sem Espinhas" II:


Prémio "Põe a mão na mão do teu Senhor":

Prémio Figurantes:


Prémio "Mãos na massa":


Prémio "die hard":

Prémio Madre Teresa:


Prémio Carreira (Edição Dulpa):

E, finalmente, o cartaz mais sincero de todos:


quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

"pesada herança"




É o segundo mandato à frente da Câmara de Nelas. Vai repetir a mesma "fórmula" que a levou a ganhar estas eleições ou o que se pode esperar da autarquia nos próximos quatro anos?
Isaura Pedro (IP) - Sim, vamos continuar a executar uma política de proximidade e, com humildade, mobilizar as pessoas para as nossas causas que são as delas.
Vamos continuar a lutar por um concelho homogéneo tratando todas as freguesias e munícipes por igual, porque, depois de eleitos somos os representantes de todos e não apenas dos que nos elegeram.

A coligação conseguiu mais um vereador relativamente a 2005. Como vão ser distribuídos os pelouros?
IP - É verdade que o povo nos confiou a responsabilidade de governar com mais um vereador. Essa responsabilidade vai ser assumida com grande determinação, porém, a distribuição dos pelouros é uma questão que, não sendo de menor importância, iremos abordar em função das características e competências de cada um dos eleitos.

Acredita que este mandato será mais pacífico que o anterior?
IP - Naturalmente que sim. Esta maioria reforçada permite--nos encarar os próximos quatro anos com tranquilidade porque o povo, para além de nos ter dado a maioria, votou claramente nas nossas propostas em detrimento das da oposição. Como tal, todos têm a consciência que as grandes opções já estão tomadas, devendo assim colaborar na execução das mesmas.
Esta tranquilidade política vai, contudo, ser dificultada pelo preocupante momento de crise económica e social que atravessamos. A responsabilidade dos lugares que ocupamos obriga-nos a não perder tempo com questões acessórias, cabendo a todos os eleitos contribuir para ajudar a ultrapassar este momento, sem nos desviarmos do essencial, as pessoas.

Quais as prioridades para o município?
IP - Há muito que definimos as prioridades para o concelho, definindo cinco eixos e 20 compromissos para este mandato. Para consubstanciar estes compromissos vamos, dentro das nossas competências, concluir a 2.ª fase da variante, construir os centros escolares, requalificar as zonas industriais, construir o museu do vinho, melhorar a rede de água e saneamento e construir habitação social para os mais carenciados. Naturalmente que, para isto ser possível, também terá e haver uma melhor execução do QREN, nomeadamente no que respeita à contratualização feita com as comunidades intermunicipais que se tem perdido em burocracias.

Qual o grande projecto para este mandato?
IP - As obras que enunciei são todas grandes projectos, mas a melhoria da rede de abastecimento de água e saneamento é fundamental para a melhoria da qualidade de vida de todos e para a melhoria das questões ambientais. Os executivos socialistas deixaram uma pesada herança nesta área e só agora vamos poder realizar estes investimentos, onde destaco a construção e requalificação de ETAR's.

Nelas foi um dos municípios que nos últimos anos sofreu com o encerramento de uma grande fábrica e que colocou várias pessoas no desemprego. O que este executivo vai fazer para captar o investimento?
IP - O que temos vindo a fazer até agora, dentro das nossas competências. Durante este mandato, baixámos o preço dos terrenos nas zonas industriais, melhoramos algumas das suas infra-estruturas e agora, por via do QREN, vamos requalificar e modernizar as zonas industriais, potenciando ainda mais essa capacidade de atracção e de expansão de indústrias.
O diálogo que temos mantido com o tecido empresarial tem sido bastante proveitoso e é também por essa via desta cooperação estratégica que alguns desses empresários nos têm ajudado a atrair novos investidores.
Neste aspecto, é bom relembrar que a fatia maior da responsabilidade em matéria de competitividade da economia cabe ao governo central a quem também iremos pedir responsabilidade e medidas concretas para ajudar a fomentar uma estratégia de crescimento económico, em especial para o interior e para as pequenas e médias, onde nos enquadramos.

Vai chegar a altura de se recandidatar sem ser em coligação?
IP - Não. Além de não achar nada cordata a questão colocada após tão expressivo resultado. A nossa vitória é resultado do trabalho de todos.

Mantém-se como a única mulher à frente de uma autarquia no distrito de Viseu. O que apreendeu nos últimos quatro anos? E que ensinamentos para o futuro?
IP - Durante estes quatro nos aprendi que vale a pena fazer política com autenticidade e próximo das pessoas.
Há quatro anos o povo quis uma mudança de estilo e de políticas. Com a nossa vitória implementamos um modelo que não sabíamos se resultaria, mas procuramos humanizar a política, respeitar os compromissos eleitorais e com humildade executar a nossa estratégia de desenvolvimento.
Como o resultado foi muito positivo, vamos dar continuidade a este rumo, onde as pessoas vão continuar a estar em primeiro.


Antes & Agora

Antes...& Agora


Projecto Lei - CDU


GRUPO PARLAMENTAR DO PCP QUER
REPOR JUSTIÇA AOS EX-TRABALHADORES DA ENU
Respeitando os compromissos assumidos na campanha eleitoral e com o objectivo de pôr fim à situação de discriminação dos ex-trabalhadores da ENU, consagrada pelo Governo do PS no Decreto-Lei nº 28/2005, de 10 de Fevereiro, o Grupo Parlamentar do PCP fez entrega na passada Sexta-feira, dia 23 de Outubro, na Mesa da Assembleia da República, de um Projecto-Lei, visando Alterar o Regime Jurídico de Acesso às Pensões de Invalidez e Velhice, pelos Trabalhadores da Empresa Nacional de Urânio (ENU) S.A.
Os ex-trabalhadores da ENU têm mantido desde há vários anos uma luta corajosa e constante em defesa dos direitos que lhe foram sonegados pelo Decreto-Lei 28/2005, que estabeleceu que só os mineiros com vínculo laboral à empresa à data da sua dissolução, poderiam beneficiar do direito à Reforma Antecipada aos 55 anos de idade.
Esta decisão provoca uma situação de injustiça perante todos aqueles que foram efectivamente trabalhadores da ENU, em fundo de mina, áreas de exploração, anexos mineiros ou obras e imóveis afectos à exploração, mas que não estavam vinculados à empresa no momento da sua dissolução.
Se o Decreto-Lei nº 28/2005 apresenta como objectivo fazer frente à situação particular e excepcional dos trabalhadores da ENU, considerando que estiveram submetidos ao longo da sua vida a condições especialmente exigentes, então o âmbito da aplicação do referido diploma não pode ser limitado a critérios meramente administrativos ou formais que se prendam com a data de extinção do vínculo laboral com a empresa, mas com critérios factuais e materiais que apontem para a exposição desses trabalhadores às referidas condições.
A antecipação da idade da reforma é apenas uma das questões que se colocam perante o Estado no sentido de dar resposta à situação complexa e excepcional em que se encontram os ex-trabalhadores da ENU. Além dos estudos divulgados que claramente afirmam e comprovam os efeitos da exposição prolongada a ambientes com presença de Urânio, a situação em que se encontram actualmente os ex-trabalhadores da ENU exige uma resposta rápida no sentido da salvaguarda dos seus direitos, inclusive no plano da monitorização da saúde e da indemnização em caso de morte como consequência da profissão, reconhecendo assim carácter de doença profissional às doenças que se venham a verificar nos ex-trabalhadores da ENU, nomeadamente as neoplasias malignas que têm afectado, só na região da Urgeiriça, centenas de trabalhadores.
Na X Legislatura, o Grupo Parlamentar do PCP levou à Assembleia da República a matéria que agora repõe, tendo obtido nessa altura um largo consenso entre as bancadas parlamentares, excluindo a do PS, partido do Governo. Tendo em conta as significativas alterações no plano da correlação de forças com a perda da maioria absoluta por parte do PS, é urgente corrigir as injustiças que até agora não foram resolvidas precisamente pelo bloqueio que essa maioria absoluta exerceu. É esse o objectivo da apresentação pelo Grupo Parlamentar do PCP deste Projecto-Lei, esperando que todos os partidos que assumiram antes uma posição de acordo com a matéria nele inserta, sejam agora coerentes com o seu voto anterior.
Viseu, 26/10/09
Contacto: Deputado Miguel Tiago 91 628 82 34 - João Abreu – 91 99 300 18
O Executivo da DORV

terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Quase...

...pronto para a inauguração.
5ª Feira - 19 horas
Monumento aos ex-Combatentes.

GDR - Mudança de Treinador

Saiu To Zé Fonseca...


...entrou Luis Almeida
(ex-Ac. Viseu)

Requerimento

Exmº. Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Canas de Senhorim
Exª.

Zé Canas

Português, Solteiro casado vivendo em união de facto divorciado viúvo, em pleno uso das suas faculdades mentais e Direitos Constitucionais, natural e residente desta e nesta Freguesia que Deus achou por bem dar o nome de Canas de Senhorim, vem em nome da justiça e da igualdade de tratamento de todos os cidadãos, direitos consagrados na Constituição da Republica Portuguesa, nossa querida Pátria, requerer a V.Ex.ª:
1 – Que me seja cedido no lugar sito ás piscinas, uma infra-estrutura igual à que foi cedida ao Sr. Serafim Ribeiro, para aí poder montar um negócio de cafetaria e restauração.
2 – Que o aluguer a pagar à Junta de Freguesia, seja igual ao que o Sr. Serafim Ribeiro paga.
3 – Que me seja autorizado a ligar um cabo ladrão à instalação de Junta de Freguesia a fim de obter energia eléctrica gratuita.
4 – Que me seja autorizado ligar o tubo de abastecimento de água ao da Junta de Freguesia, para beneficiar de água de borla e não pagar taxa de recolha de lixo.
5 – Que a Junta continue a dinamizar o espaço como tem feito até esta data.
6 – Que a Junta de Freguesia continue a pagar a um servente para fazer as limpezas exteriores e se possível outro para as interiores.
7 – Que para início de vida, a Junta de Freguesia me conceda um pequeno empréstimo de montante a combinar, o qual será por mim pago em suaves prestações mensais, semestrais, anuais ou nunca mais.

Canas de Senhorim, aos vinte e sete dias do mês de Outubro
Do Ano da Graça de dois mil e nove

Pede deferimento
Zé Canas


Confraternização

"elas" vão andar por aí...

domingo, 25 de Outubro de 2009

Antes & Agora

Antes

& Agora


sábado, 24 de Outubro de 2009

Soltem as Bruxas


Como eu gostava de voltar a ver 'Bruxas no Paitor'.
Este era um evento, à altura, único e original no concelho de Nelas e dos poucos no distrito de Viseu. Os seus primeiros cartazes, essencialmente as três primeiras edições, foram sem dúvida dos melhores cartazes para um evento do género que alguma vez se viram no distrito, aliavam quantidade e qualidade, juntavam punk, hip-hop, hardcore e metal. E, isso mesmo, o 'Bruxas no Paitor' não tem de ser apenas um evento de bandas metal ou hardcore, a cena alternativa inclui muitos outros estilos, isso dá-lhe um potencial relevante e que merecia ser explorado.
Esqueçamos os preconceitos habituais, o baile da droga, a festa dos malucos, por favor. Trata-se de um conceito cultural como qualquer outro, mantém adeptos em todas as classes socio-profissionais, o que o torna rico e tão natural como uma peça de teatro. Este projecto foi iniciado de uma forma soberba quanto a mim, mas perdeu fulgor ao longo dos anos, tendo acabado na gaveta.
Estará na hora de repensar o projecto, de ressuscitá-lo? Tirar o 'Bruxas no Paitor' da gaveta era uma lufada de ar fresco como, à muito, as associações canenses nos têm brindado.

O 'Bruxas no Paitor' tem tudo para ser um evento que marca Canas de Senhorim num mês culturalmente apagado por estas bandas. O Paço pode concerteza relançar o evento. Estou ansioso pelo 7º 'Bruxas no Paitor' - quem dera que fosse já no próximo ano!

Relembrem os cartazes, aqui (link).

quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

Comentário da Semana

Anónimo em:

Olha a Maitê":

Cara Maitê,

Acabei de ver o teu vídeo a pedir desculpa aqui à malta de Portugau!!
Tudo jóia miúda. Já vi que és uma garota “légál” e brincalhona, por isso, sei que não levas a mal se te tratar por tu...já somos amigos!!
Sabes que há uns anos atrás, quando te vi pela primeira vez, soube logo que tu tinhas dois avôs portugueses!! Essa tua beleza tinha de vir de algum lado, né?
Neste momento sinto-me envergonhado de nós (Portugueses) termos ficado tão ofendidos com aquele documentario! Afinal de contas, o pessoal brazuca é show de bola. É sempre em festa!! Qual é o problema de um grupo de brasileiras brincarem e gozarem com “gajos” como o Camões e o Vasco da Gama, escarrar para um lago de um Mosteiro que é património mundial, deitar abaixo uma pessoa que não sabia resolver um problema no computador, que pelo que entendi, tu também não sabias resolver... qual é o stress?? Na boa, tudo “légál”, show de bola garota...
Eu, em Portugal, de brasileiros, só conheço prostitutas. Cheguei a conhecer um dentista mas era um indivíduo com os dentes esverdeados do tabaco que estava sempre a insistir comigo “prá branqueá us denti”.Na terceira consulta perguntei-lhe se ele estava a gozar comigo. Sendo um indivíduo irascível (acho que no “Brasiu” chamam de “bravo”) a conversa acabou com ele a me chamar de “Manuél” e eu a chamá-lo de qualquer coisa de m...
As prostitutas são lindas de morrer e burras todos os dias. Uma delas, a quem perguntei se gostava de Chopin (tocava um tema dele na rádio), disse que eu era um “cafagesti”, pensando que eu lhe estava a perguntar se gostava de chupar. Uma disse-me que, quando ia ao McDonald`s comia sempre um “lanchi mac feliz”. Uma outra disse-me que fazia strip lá no “naiti clubi” onde trabalhava ao som do “pup away” do “Princi”. Só quando vi o show (a propósito, bem bom) é que percebi que se referia ao “Purple Rain” do Prince. Uma delas, a quem levei a jantar, quando lhe perguntei se queria um aperitivo, disse, toda boazona, “qui sim, qui quiria azeitona”. Não sabem escrever, não sabem ler, só sabem dizer “gostoso”e “delícia” e abrir as pernas. Constituem 95% das brasileiras que estão em “portugau” que, aliás, não querem deixar por dinheiro nenhum do Mundo. “Mais” (como os brasileiros dizem e escrevem em vez de “mas”), acham-nos piada. Provavelmente pela mesma razão porque acham que os hotéis têm de ter técnicos de informática...
Sabes o que me lembrei???
Até era giro a malta combinar, tu falares com esse teu amigo camera man e fazemos o seguinte: Eu levo daqui o Rui de Carvalho (um conceituado actor aqui de Portugal) aí ao Brasil e a malta faz um filme caseiro com este guião:
1º Filmamos o Rui a mijar para os pés do Cristo Redentor e a fazer um V de Vitória como que a afirmar : “estou-te a mijar para os pés e tu não podes fechar os braços para me impedir... estás a ver quem manda ó 7º maravilha do mundo??”
2º Outra imagem era o Rui num restaurante a fazer o seguinte pedido: “Oh garçon, arranja-me aí uma dose de Presidente recheado com arroz de coentros (caso não tenhas entendido ele iria pedir Lulas recheadas)...”
3º Também era “légál”, o Rui gozar um bocado com a vossa história, mas infelizmente, não vai dar porque não é fácil encontrá-la...
Espera lá. Já sei! Arranjamos um barco e o Rui veste-se de conquistador Português a desembarcar no posto 9 em Ipanema gritando o seguinte: “quem sois vós minhas popozudas de fio dental?? e vós seus boiólas de sunga?? Que estaides a fazer assim vestidos na terra que eu descobri??? ide-vos vestir e de seguida ide trabalhar para os campos a apanhar cana de açúcar que é para isso que vocês servem!! (esta é show, não é Maitê??)
4º Para acabar, o Rui faz um discurso à frente da estátua do Pélé a dizer: “sabem para que é que este preto era bom? para limpar os escarros que os vigaristas dos brazucas mandam para os lagos dos nossos mosteiros lá em Portugal!”
Vôcê curtiu a ideia Maitê??? Pensei que seria falta de respeito e de educação fazer uma coisa deste género de um país que não é o meu, mas afinal, é uma coisa normal. Como tu dizes… é brincadeira! Isto há brincadeiras do carago (como se diz no norte cá da terra)!
Ah é verdade, muito importante: Depois vendemos isto à rede Globo e eles transmitem isto em horário nobre. Aposto que o Brasil vai ficar inundado em lágrimas de tanto rir!! Afinal de contas como tu disseste, o povo brasileiro é muito brincalhão! De certeza que vai aceitar que um “manuélzinho” vá aí à tua terra gozar com o teu país!!!
Um beijo pá..
E aparece mais vezes cá em Portugal. Tenho uma brincadeira que adorava fazer contigo, mas que não te conto agora... pronto está bem, eu conto... era esfregar 3 pasteis de nata (aqueles que tu comeste) na tua cara!! Deve ser mesmo o teu género de brincadeira... afinal de contas tu és tão bem humorada! É verdade, traz as tuas amigas do programas porque há pasteis para todas!!
Beijos pá

Nota: Usei o nome de Rui de Carvalho sem qualquer desrespeito à sua pessoa, antes pelo contrário, é um símbolo do nosso país daí ser a pessoa exacta para ironizar esta situação.